Acordo de livre comércio faz parte de uma tentativa do governo canadense de desviar suas exportações dos Estados Unidos, devido às tarifas de Trump
As negociações entre o Canadá e os Emirados Árabes Unidos sobre um acordo abrangente de parceria econômica devem começar no próximo mês, disse o ministro do Comércio canadense, Maninder Sidhu, à Reuters nesta terça-feira (13), enquanto Ottawa busca fortalecer os laços com o país do Golfo e atrair investimentos.
O Canadá tem tentado desviar suas exportações de seu principal mercado, os Estados Unidos, devido às tarifas impostas pelo presidente americano Donald Trump.
Os esforços incluem o fortalecimento dos laços comerciais e de investimento com os países do Golfo, Arábia Saudita, Catar e Emirados Árabes Unidos, que ganharam impulso nos últimos meses, inclusive com um compromisso de investimento de até US$ 50 bilhões por parte de Abu Dhabi em áreas como a de energia.
O Canadá quer atrair investimentos em gás natural liquefeito e o grupo estatal de energia de Abu Dhabi, ADNOC, que busca expandir-se na América do Norte por meio de seu braço de investimentos internacionais, a XRG, está analisando projetos de gás natural canadenses, disse Sidhu em entrevista em Dubai.
"Naturalmente, neste momento, no Canadá, temos sete projetos de GNL em desenvolvimento. Portanto, haverá oportunidades aí que esperamos que eles explorem, mas também na área de energia verde."
Ottawa também pretende aumentar a capacidade portuária para impulsionar as exportações para mercados fora dos EUA, afirmou ele.
"Vemos muito potencial nos mercados do Indo-Pacífico e da Europa. E é nesse foco que estamos focando", disse Sidhu.
Como parte do esforço para diversificar a economia e reduzir a dependência dos EUA, Sidhu também viajará com o primeiro-ministro Mark Carney à China esta semana, na primeira visita oficial de um primeiro-ministro canadense ao país em oito anos. Ottawa busca reconstruir os laços com seu segundo maior parceiro comercial após anos de atritos.
"Há muitas coisas em que podemos colaborar, e é isso que vamos explorar e discutir", disse Sidhu, mencionando armazenamento de baterias, energia e educação.
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